Ações da KGB no Brasil

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Ações da KGB no Brasil, ou seja, algo que, segundo a opinião dos editores brasileiros da Wikipédia, nunca existiu.

Pouco tempo atrás (outono no Brasil e primavera na Europa, em 2016), os editores brasileiros da Wikipédia retiraram das páginas desta respeitável enciclopédia virtual, o artigo chamado: “Ações da KGB no Brasil,” que descrevia o interesse operacional do serviço de inteligência soviético no Brasil, argumentando que nada disso existiu; que não existe nenhuma prova de fontes confiáveis, que o texto propaga uma teoria da conspiração e que não está de acordo com os “princípios seguidos por esta enciclopédia” e, por isso, não tem o direito de existir nas suas páginas. Eu já reagi no Facebook em tcheco, polonês e português, contra esta incrível demonstração de burrice e total ignorância, chamando a atenção dos editores brasileiros da Wikipédia, para que fizessem um mínimo de esforço intelectual e consultassem pelo menos a Internet russa, para que se convençam de que não há dúvidas sobre a atuação do serviço secreto de inteligência soviético, a KGB, na América Latina e no Brasil e, de que ninguém esconde este fato; os russos inclusive gostam de se gabar por isso.

Talvez eu esteja enganado, mas provavelmente até agora nenhum dos censores da Wikipédia brasileira fez essa consulta, caso contrário, teriam simplesmente recolocado o artigo eliminado. Por sorte, enquanto existir o artigo “KGB” em português, os usuários brasileiros da Wikipédia podem, pelo menos, saber que a inteligência civil soviética existiu nos tempos do comunismo e que provavelmente atuou… Bem, isso já é alguma coisa! Para que não haja nenhuma dúvida de que a KGB também estava interessada pelo Brasil e que esse interesse consistia concretamente em trabalhos de espionagem no território deste país, citarei alguns dados e descreverei o caso de um espião. Estes dados procedem de fontes abertas, ao contrário das atividades do serviço de inteligência comunista tchecoslovaco descritas por mim e pelo colega Mauro “Abranches”. Aqui neste caso, não podemos usar documentos do arquivo da KGB, pois este continua indisponível ou de difícil acesso; seus documentos são disponibilizados (ao contrário dos dados do arquivo da inteligência tchecoslovaca – StB) sucessivamente, parcialmente e raramente. Para que até mesmo os censores brasileiros da Wikipédia possam compreender, descreverei o caso de uma forma simples e clara (para que qualquer um tenha chance de entender do que se trata, inclusive os mais ignorantes e com pouca formação), sobre o que é possível saber e onde isso pode ser encontrado. Não é nada que ultrapasse as possibilidades intelectuais de um simples usuário da internet. A minha esperança é que talvez, inclusive aquelas pessoas que deveriam ler este texto – ou seja, os censores brasileiros da Wikipédia – entendam alguma coisa.

Qualquer um pode verificar, que algo como a KGB realmente existiu (fonte Wikipédia): “Comitê de Segurança Estatal junto ao Conselho de Ministros da URSS – KGB URSS (rus. Комитет государственной безопасности iКГБ СССР, Komitiet gosudarstwiennoj biezopasnosti pri Sowietie Ministrow SSSR) – serviço soviético de proteção da segurança da URSS, nisso: contraespionagem das questões civis e militares, espionagem das questões civis. Um dos dois serviços de inteligência da URSS. Realizava a vigilância sobre a população, combatia os adversários reais e imaginários do Partido Comunista da URSS, combatia a circulação independente de informações, etc…” Assim como eu já informei, este fato pode ser verificado inclusive no verbete em português…vide: https://pt.wikipédia.org/wiki/KGB. Este link, também fornece aos leitores brasileiros a informação de que a KGB possuía o seu serviço de inteligência, ou seja, em português: (1ª) Diretoria de Operações Estrangeiras, Responsável pelas operações estrangeiras. Isso significa que a KGB também atuava fora das fronteiras da União Soviética. É isso que demonstra a descrição após a vírgula. Em outras palavras – os oficiais da KGB viajavam para países estrangeiros, com o objetivo de fazer algo para a sua organização.

Já que a versão brasileira da Wikipédia nega uma parte essencial das atividades do serviço de inteligência soviético, ou seja, as suas atividades no próprio Brasil, quem sabe é possível encontrar alguma página na internet que escreva sobre isso de uma maneira convincente? É claro que sim. É inclusive mais simples do que se possa imaginar; é preciso somente possuir a habilidade de clicar e de usar uma ferramenta chamada Google Translate (mas também é possível simplesmente pedir auxílio para alguém que conheça o idioma russo). Aconselho acessar o link que se encontra na parte inferior da página, com a descrição em português da KGB, na página em português da Wikipédia. Lá existe uma lista dos sucessores da KGB, entre eles é citado o SVRServiço de Inteligência Estrangeira, ou seja, o atual serviço de inteligência no exterior, link: Служба внешней разведки Российской Федерации, página oficial (russo) – aqui está escrito, para os menos atentos, que é a página oficial e está em russo. (https://pt.wikipédia.org/wiki/Servi%C3%A7o_de_Intelig%C3%AAncia_Estrangeiro_(R%C3%BAssia) – então, mais uma vez: nesta página da Wikipédia é possível acessar o link http://svr.gov.ru/ que leva diretamente para a página oficial do SVR no idioma russo (http://svr.gov.ru/), no endereço podemos ver a abreviação gov. Isso significa que é uma página do governo, ou seja, provavelmente não foi criada por conspiradores nem por seguidores de teorias da conspiração. Claro, existe o risco de que os atuais administradores russos desta página, que trabalham para o serviço de inteligência estatal da federação Russa, sejam loucos (lunáticos ou coisas do tipo…), mas, pessoalmente estou convencido de que as atuais autoridades russas empregam pessoas competentes, principalmente no que diz respeito a uma instituição estratégica, importante e essencial como o serviço de inteligência no exterior. Para navegar nas páginas do atual serviço de inteligência russo, é preciso conhecer o idioma russo. É o único obstáculo, mas – acredito eu – pode ser superado. Ao lado esquerdo da página do SVR existe uma lista de temas, onde um deles chama-se История СВР России, ou seja, História do SVR da Rússia. Como aquilo que desejamos é conhecer os fatos relacionados com a KGB, ou seja a antecessora do SVR, e preciso entrar na página sobre história. Clicamos no primeiro link Названия Службы, que significa o nome do serviço de inteligência e abrirá uma página que conta a história dos diferentes serviços de inteligência da União Soviética. É possível ler, por exemplo, que existiu a razviedka (serviço de inteligência) da KGB no exterior. Outro link do grupo história, chama-se География, que significa Geografia e na página que se abre ao clicar em Geografia, podemos ver um mapa com informações sobre as operações mais interessantes do serviço de inteligência no exterior. Clicando sobre a América do Sul, abrirá uma página com as bandeiras de dois países – Panamá e Chile. Quanto ao Chile existe um link de um texto sobre as atividades da inteligência neste país, nos anos 70 do século XX. E de fato – incrivelmente – os historiadores do SVR, também citam atividades relacionadas com os países da América Latina (o que o SVR trata como um motivo para se gabar). Aqui podemos ver sub-capítulos dedicados ao Chile, Nicarágua e Panamá. Muito bem, já são três países da região, onde segundo os editores brasileiros da Wikipédia, a KGB não podia ter atuado e, aquele que assim afirmar é louco – pois bem, o próprio SVR está descrevendo tudo isso na sua página oficial. Mas, aqui não temos o Brasil, então, talvez a KGB tenha feito alguma coisa nos países mencionados, mas certamente desviou bem longe do Brasil… pois a KGB, segundo a opinião dos editores brasileiros da Wikipédia, não são conspiradores nem participaram em teorias da conspiração. Vamos então acessar novamente a página do SVR…

No âmbito do artigo sobre o Panamá, por exemplo, existe um link com o nome Н.С. Леонов, (N.S.Leonov) – é indispensável que este link seja acessado (http://svr.gov.ru/history/leo.htm), pois este homem, ao contrário das convicções dos censores brasileiros da Wikipédia, foi um dos melhores especialistas soviéticos sobre questões… da América Latina. Mesmo que na página existam somente informações básicas sobre este importante personagem do serviço de inteligência da KGB, vale a pena conferir e quem sabe isso poderá motivar alguém para aprofundar o conhecimento sobre ele. Certamente vale a pena. Nesta breve informação sobre ele, são mencionados, por exemplo, o México, Peru, Panamá, Nicarágua… Bah, inclusive que no México estudou espanhol, conheceu Fidel Castro, etc. Chamo a atenção para o link События (em português: eventos) do lado esquerdo; clicando sobre ele, abrirá uma página com indicações para muitos textos que descrevem a gloriosa história da KGB. É possível acessar esta indicação – Внешняя разведка в 50-х — начале 60-х годов, ou seja, serviço de inteligência no exterior durante os anos 50 e no início dos anos 60. Veremos um artigo que descreve o trabalho da KGB neste período e chamo a atenção de que, na descrição da estrutura da inteligência é possível ver que uma das seções da razviedka soviético chamava-se: questões da América Latina. Toda uma seção para tratar sobre as questões deste continente. Em outras palavras – esta era uma importante linha de atividades, já que foi dedicada especialmente uma seção para estas tarefas. Vamos repetir novamente: estas informações encontram-se na página oficial do atual serviço de inteligência russo, uma página do governo, que também descreve a história da antecessora do SVR, ou seja, a KGB. Então, estamos falando de uma fonte incontestável. Não se trata de um filminho amador de algum louco, não é uma afirmação de algum arquivista perturbado nem de algum antigo paciente frustrado de um hospital psiquiátrico, mas, uma informação oficial de uma agência estatal russa. Ok, mas continuamos sem ter o Brasil por aqui; até pode ser que a KGB tenha feito alguma coisa pela América Latina, mas não existe nenhuma prova de que teve pelo menos a audácia de olhar para o maior país do continente. Vejamos então; entre os links da seção História, escolhemos desta vez Персоналии, ou seja, Detalhes pessoais. Entramos em uma página com o alfabeto russo, chamado cirílico. Proponho clicar sobre a letra Ф (F) e depois escolher o sobrenome Филоненко – Filonienko (nome: Михаил Иванович, Mikhail Ivanovich) e… ler. Aqui, logicamente, para um pesquisador desorientado levaria muito tempo antes que encontrasse alguém relacionado de alguma maneira com o Brasil; sendo assim, permiti a mim mesmo mostrar aos leitores um atalho. Por isso citei a letra F e o sobrenome Filonienko, mas, se alguém desejar pode procurar sozinho.

Então temos aqui Filonienko. Não foi somente um dos agentes especiais de elite da KGB, pior ainda (do ponto de vista dos editores brasileiros da Wikipédia..) – atuou durante cinco anos no Brasil, onde, segundo afirma o autor do SVR, conduziu uma rede de agentes. Informamos que ele foi um, assim chamado, agente ilegal, ou seja, não atuou sob o seu verdadeiro nome e, juntamente com a sua esposa, fingia ser uma pessoa completamente diferente (mais adiante falaremos sobre isso).

 

Nas páginas do SVR, existem somente informações básicas sobre este famoso agente, sobre o qual foi feito inclusive um filme documentário (pela televisão Ostankino, atualmente a maior empresa televisiva na Rússia; o filme de 2014, intitulado: “Охота на крокодилов”, quer dizer “Caça aos Crocodilos,” pode ser visto no Youtube) e, sobre o qual, escreveram mais detalhadamente, entre outros, dois autores em seus livros. Um deles é um homem que vem de dentro do centro do serviço de inteligência e escreveu um livro sobre espionagem Павлов Виталий Григорьевич (Pavlov Witalij Grigorievich); podemos encontrá-lo sob a letra П (P) na página do SVR – Detalhes pessoais. Já que podemos encontrar o autor do livro na página do SVR, isso significa que não foi uma pessoa qualquer. Então, vejamos. Podemos saber que Pavlov (que continua adquirindo informações em fontes oficiais do SVR) concluiu um curso especial da NKVD (antecessora da KGB) em 1938 e foi enviado para o trabalho no serviço de inteligência no exterior. Durante os seus 50 anos de serviço (1938 – 1988) na inteligência, realizou missões no Canadá, Áustria, Polônia, EUA, China e em países da América Latina (como pôde se atrever…?!). O mais interessante é que durante a sua carreira, também ocupou várias vezes funções de diretoria na central; inclusive foi adjunto do chefe de toda a seção (Diretoria I). Também podemos encontrar algo sobre ele (como assim?) na Wikipédia russa. (https://ru.wikipédia.org/wiki/%D0%9F%D0%B0%D0%B2%D0%BB%D0%BE%D0%B2,_%D0%92%D0%B8%D1%82%D0%B0%D0%BB%D0%B8%D0%B9_%D0%93%D1%80%D0%B8%D0%B3%D0%BE%D1%80%D1%8C%D0%B5%D0%B2%D0%B8%D1%87) Por que falar tanto sobre Pavlov? Pois, como eu já mencionei antes, é o autor de um livro no qual também dedicou um pouco sobre a atuação de Filonienko no Brasil. E escreveu decididamente mais do que vimos nas páginas do SVR. Então, primeiro – o autor conheceu pessoalmente ao famoso ilegal soviético, segundo – como alguém altamente posicionado nas estruturas da KGB, escreveu principalmente sobre aquilo que sabia e, sabia muito; fica difícil tratar uma pessoa assim como algum louco ou como alguém que escreve historinhas sensacionais, inventadas somente para publicar alguma coisa. O livro chama-se “Женское лицо разведки” (A Face Feminina do Serviço de Inteligência ). Foi publicado pela editora russa OLMA PRESS em 2003. O livro pode ser lido online no endereço: http://www.x-libri.ru:8005/elib/pwlvw001/index.htm Em seu trabalho, nos interessa principalmente um dos capítulos, dedicado as mulheres do serviço de inteligência, já que nos interessa também a esposa de Filonienko, que viajou para a missão ao Brasil juntamente com seu marido. Seu nome de solteira era Анна Камаева (Anna Kamayeva) e justamente é esse nome que aparece no título de um dos capítulos – Разведчица Анна Камаева – Funcionária da inteligência Anna Kamayeva. Então é preciso encontrar justamente essa parte do livro onde é possível ler toda uma série de informações sobre a estadia (dela e do marido) no Brasil. Resumindo os fragmentos mais importantes, podemos informar que os dois se casaram em 1946, depois foram enviados para uma escola especial de inteligência (mesmo que ambos já possuíam experiência em combate durante a II Guerra Mundial e que já atuavam no serviço de inteligência soviético) e foram enviados para a China em 1953 e, um ano depois para o Brasil onde chegaram no final do ano de 1954 (isso pode ser verificado em documentos brasileiros de imigração que estão disponíveis na internet, mas desta vez não fornecerei o link, quem quiser que procure). Pavlov escreve que os dois eram ilegais e que tinham a tarefa de, em curto prazo, tornarem-se verdadeiros brasileiros (naturalizados) e, após um período de adaptação, cumprir tarefas de inteligência para a KGB. Outro autor russo informa que, após o período inicial, que foi difícil para o casal, Filonienko obteve sucesso na bolsa de valores, ganhou uma fortuna e tornou-se não somente um empresário rico como também influente, que fez contatos nos círculos próximos do presidente J. Kubitschek, do ministro da guerra marechal Lott, do arquiteto Niemayer e do escritor Jorge Amado. Os autores russos informam que o ilegal Filonienko entregou do Brasil para “a Central” valiosas e importantes informações de inteligência. Em 1960 sofreu um sério infarto e teve de ser enviado, juntamente com a família (esposa e três filhos), para o seu país com uma maleta cheia de dinheiro. Estou citando os dados do livro de autoria de Владимир Сергеевич Антонов, Женские судьбы разведки, Vladimir Sergiejevich Antonov, Destinos das mulheres no serviço de inteligência, publicado na Rússia pela editora Wiecze em 2012. O livro, é claro, também pode ser encontrado na internet.

 

Sendo assim – tanto o atual serviço de inteligência russo, como escritores, dos quais um foi funcionário muito importante em funções de alto escalão na KGB e, o outro é um respeitado autor especialista do tema serviços secretos, afirmam que o espião russo Filonienko trabalhou para a KGB no Brasil durante cinco anos. Informações semelhantes também podem ser encontradas no famoso livro de Vasili Mitrokhin e Christopher Andrews “O Arquivo Mitrokhin” (onde também está escrito o nome falso usado por Filonienko no Brasil, Joseph Kulda), mas, para os editores brasileiros da Wikipédia, essa fonte certamente não é muito confiável, assim como as mencionadas anteriormente. Mesmo assim, é preciso frisar que todos os dados aqui mencionados conferem totalmente com as afirmações de Mitrokhin!

 

Isso é somente uma pequena parte do amplo tema sobre as ações da KGB no Brasil. Fizemos somente uma consulta em fontes abertas, disponíveis para qualquer um. É só fazer um mínimo de esforço e ter um pouco de boa vontade.

 

Essa facilidade em encontrar informações, assim como a existência de fontes autênticas, levam a crer que o comportamento dos censores brasileiros da Wikipédia é um caso excepcional e repugnante de cegueira ideológica. É inclusive pior, é algo que pode ser definido com a ajuda da palavra: ignorância. Todos podemos ter alguma convicção, não há nada de mal nisso, mas, não se pode ignorar os fatos; isso desclassifica as pessoas que votaram pela eliminação do artigo: Ações da KGB no Brasil; isso as coloca em uma posição de pessoas ignorantes e cegas para com fatos lógicos.

 

Já que os mencionados editores brasileiros da Wikipédia acham que sabem mais do que os especialistas e historiadores russos e mais do que o atual serviço de inteligência russo no exterior, não resta mais nada do que trabalhar para melhorar o ‘intelecto” dos mesmos ou enviá-los novamente para a escola primária; talvez aprendam pelo menos os fundamentos do pensamento racional.
Vladimír Petrilák
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14 thoughts on “Ações da KGB no Brasil

    1. Incrível trabalho de pesquisa. O passo-a-passo que vocês descreveram no artigo realmente nos leva a conclusão de que tudo confere do jeito que está escrito. Usei a ferramenta de tradução de página do google e ela funcionou muito bem para o idioma russo. Parabéns aos pesquisadores. Vou procurar fazer um contribuição para ajudá-los.

    2. PRECISAMOS DE LIVROS, sua pesquisa precisa virar um livro é fundamental para registro na história

    1. Arprin, este é o nosso objetivo, trazer luz a um período histórico nebuloso, não só para o Brasil. Nos ajude a divulgar a página. Contamos com você. Abraço.

  1. excelente! só uma dica, esse texto precisa de espaçamento para a leitura na internet! esaço entre paragrafos! Obrigada!!!!!!!!

  2. Muito bom o blog de vocês! Seria legal se reunissem todo esse material e publicassem um livro aqui no Brasil. Acredito que as editoras: Record, Vide Editorial, É Realizações e etc. teriam interesse em publicar coisas tão importantes para a história recente do Brasil como os fatos narrados aqui.

    Ademais, gostaria de tratar sobre uma curiosidade: há dois anos eu estive na Polônia e lembro de ter visitado três museus em Varsóvia: o Museu do Levante (Muzeum Powstania Warszawskiego), o Museu Nacional (Muzeum Narodowe w Warszawie) e um pequenino museu no subúrbio de Varsóvia sobre o comunismo (eu e minha ex-namorada eramos os únicos visitantes!), o qual eu não me recordo mais o nome. Na época, me lembro que fiquei um pouco decepcionado, pois achei que haveria um museu inteiramente dedicado a história do comunismo na Polônia, dada a importância do assunto para o país. Mas com exceção de uma pequena seção no Museu do Levante e deste outro pequeno museu no suburbio nada mais vi sobre o comunismo. Perguntei a minha ex-namorada, que é polonesa, mas ela sequer sabia da existência do museu do subúrbio (achei-o numa busca pelo google).

    Existe algum outro museu mais dedicado à história do comunismo na Polônia? Se não, vocês saberiam me dizer o motivo?

    Obrigado e continuem o bom trabalho.

  3. Meu avô e meu tio foram do serviço de inteligência brasileira e eles relataram que a atuação de agente da KGB era muito forte no Brasil…

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