México

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Uma das mais importantes representações da inteligência civil tchecoslovaca na América Latina, pois ficava nas proximidades do chamado “inimigo principal”, ou seja, os EUA.

A representação foi criada em 1952.

Os primórdios do trabalho da StB no México são, de certa forma, tragicômicos, pois o primeiro oficial de campo enviado à capital mexicana não sabia nada de espanhol e seu empenho no trabalho para a inteligência era bastante fraco.

Tratava-se de Jiří Kváč, nascido em 23 de fevereiro de 1926, que usava o pseudônimo “Kosina”, foi enviado para o México em 8 de dezembro de 1952; suas condições de trabalho não eram muito confortáveis, pois, ao contrário dos oficiais em outras representações diplomáticas, ele era apenas contador da embaixada, o que dificultava significativamente a possibilidade de estabelecer contatos de interesse para a inteligência. Além disso, na Sede Central, durante uma das inúmeras verificações, descobriu-se que “Kosina” havia ocultado da StB o fato de que, durante a ocupação alemã, ele havia sido funcionário do Kuratorium para assuntos de educação juvenil na Boêmia e na Morávia, ou seja, uma organização que colaborava com o ocupante alemão. Além disso, ele acumulou dívidas enormes e, de modo geral, as opiniões sobre seu desempenho no México eram muito ruins. Em 1954, quando todas essas opiniões negativas foram reunidas e discutidas na Sede, decidiu-se dar-lhe uma chance de se redimir, pois a StB, naquela época, não tinha ninguém que dominasse o espanhol e pudesse substituí-lo. Felizmente para a StB, naquela época já era possível contar, no México, com os chamados “colaboradores ideológicos”, ou seja, cidadãos tchecoslovacos recrutados para atuar como agentes. O trabalho deles em prol da inteligência era muito mais produtivo e eficaz do que o do oficial de campo. Em 1955, “Kosina” foi chamado de volta à pátria; a StB queria puni-lo por todas as falhas com 10 dias de prisão. Não se sabe ao certo se essa punição foi aplicada, mas, de qualquer forma, ele foi expulso do serviço de inteligência, provavelmente passando a integrar os órgãos da polícia de ordem pública VB.

Um dos agentes tchecoslovacos que trabalhava na época no México (“Vladimír”, funcionário do departamento comercial da embaixada tchecoslovaca) conseguiu, em 1954, recrutar dois cidadãos mexicanos (os agentes “Juan” e “Pedro”, ambos eram emigrantes espanhóis das fileiras dos chamados republicanos derrotados por Franco) e, dessa forma, deu-se início ao trabalho operacional nessa região, que, com interrupções, perdurou até o fim da existência do serviço de inteligência StB.

Em 17 de agosto de 1955, partiu para o México outro oficial de pessoal do serviço de inteligência StB com o pseudônimo “Rogl”, ou seja, Bedřich Kubeš (nascido em 20 de março de 1929), que, ao contrário de seu antecessor, estava bem preparado tanto profissionalmente quanto no domínio do idioma. Embora ele também não tivesse experiência prática com o trabalho de agente em campo, conseguiu se virar e se mostrou à altura da tarefa.

 

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