México – agentes e outros

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México – agentes e outros

A lista não está completa, mas parece incluir a maioria dos agentes mexicanos e contatos confidenciais recrutados pela StB.
Trata-se de pessoas que constam nos protocolos elaborados pelos serviços de inteligência da Tchecoslováquia. Cada história é única; portanto, para avaliá-la, é necessário examinar o dossiê correspondente.

N.º de registro nombre en clave nombre y apellido
40534 Pedro Benjamin Balboa (1901 – 1976)
40637 Juan/ Ayon Marcel Manuel Nogareda (16.9.1890-1968)
40882 Federico Emil Rod (1915 – ?)
41170 Gaucho Carlos Garcia (1930-?)
41644 Almand/ Ascot Manuel de Araoz Herrasti
42304 Mars/ Bogan Enrique Bordes Mangel y Cervantes (1922- 2008)
42310 Julio/ Caro Jorge Ramon Juarez
42540 Pancho Carlos Gomez (1898-?)
42987 Blas Julio Cesar Palma (1910-?)
42997 Siki/ Abar Manuel Santillan (1894-1982)
43041 Blasco Mateo Armando Sáenz Garza (7.5.1932-1980)
43840 Jermez Elohim Jimenez-Lopez (26.4.1931-?)
44343 Ricardo Abelardo Trevino
44502 Vitor Gustavo Iruegas Evaristo
45018 Fetiš/ Felix Felix Cortéz Camarillo
45216 Madlen DS Fabila Sadot (1920 – 1987)
45339 Cupák Carlos Enriquez (4.12.1944-?)
47369 Dracula Beatriz Donaji Alavez Rivera 924.1.1955-?)
47631 Simpl Fernando Pina
47719 Rama Laura Carrera Bolanos
48324 Lulu Manuel Vite Torres (13.09.1951)
48756 Fatal Fernando Pineda (16.7.1939)
48677 Rubens Artur J. Whalem (18.3.1954, ciudadano estadounidense reclutado en México)
49122 Gata Fernando Carrillo Garcia (26.09.1955)
49688 Rian Antonio Ruiz Mariscal (1956)
11745/312 Alonso DS Manuel Natividad (07.01.1937)
11747/313 Adam Luis Suarez (1918 – 2003)
11745/327 Ceres Jonas Flores Carillo
11745/310 Faust Carlos Fuentes (1928-2012), rozpr., lecz niepozyskany

Vale destacar que, entre as pessoas investigadas pelo serviço de inteligência da Tchecoslováquia na década de 1960, estava também o famoso escritor Carlos Fuentes. Seu subdossiê, dentro do dossiê da operação “Base México” (n.º de registro 11745), tem apenas 18 páginas, o que indica que essa investigação não levou a nada concreto, apesar de ter sido atribuído a Fuentes o pseudônimo operacional “Fausto”, o que poderia sugerir algum vínculo mais profundo desse escritor com os serviços de inteligência tchecoslovacos. Na opinião dos serviços de inteligência, ele não era adequado para colaborar, pelo que não foi estabelecida nenhuma colaboração; o contato com ele se manteve apenas em nível oficial (legal) e de forma ocasional.

 

Guillermo H. Trejo Oviedo – jornalista mexicano, diretor do jornal “Prensa Libre”, que mantinha contato no México com um oficial da StB conhecido pelo pseudônimo “Šimovič” (pseudônimo de Jiří Švestka); a princípio, tratava-se de um contato secreto, mas, com o tempo, descobriu-se que esse contato poderia ser utilizado para realizar atividades jornalísticas ativas. Oviedo realizou pelo menos três dessas ações. Em março de 1963, quando o contato já era promissor o suficiente para que se considerasse recrutá-lo como agente, chegou uma ordem da sede central de inteligência em Praga para interromper imediatamente o contato com “Bayo”, já que nossos amigos soviéticos — ou seja, a KGB — haviam demonstrado interesse nessa pessoa. É de se supor que, a partir desse momento, Oviedo tenha sido recrutado pela KGB e, portanto, possa ter se tornado um agente soviético. Vale acrescentar que, durante o processo de recrutamento, “Šimovič” apoiou financeiramente Oviedo em várias ocasiões; tratava-se de quantias bastante consideráveis (aprovadas pela sede central), e o objetivo era assumir o controle da revista. Tratava-se, portanto, de uma estratégia semelhante à utilizada no Brasil em relação à revista “O Semanário”. Em junho de 1962, a sede central escreveu em suas diretrizes para a residência: “Enviem seus comentários e opiniões sobre a possibilidade de ampliar ainda mais a influência da PRENSA LIBRE e aumentar sua tiragem, com a perspectiva de que essa revista seja financiada em grande parte por nós no futuro e, é claro, utilizada com maior frequência por nós, sem alterar sua linha editorial fundamental”. Parece que essa intenção foi posteriormente concretizada pela KGB.

 

Agente “Niki” – Era um cidadão da Tchecoslováquia que foi enviado ao México justamente em abril de 1966. Os serviços de inteligência entraram em contato com ele em novembro daquele mesmo ano. Antes de sua designação e antes de ser transferido para os serviços de inteligência, desde 1959 ele vinha sendo conduzido pela Segunda Direção como colaborador responsável por estrangeiros com vistos, sob o nome de código “Toman”. Em março de 1965, foi transferido para a Primeira Direção. Como seu caso era bem conhecido pelo fugitivo Marouš, continuar conduzindo seu caso representava um risco. No documento com a referência A 8-2 i.j. 225 (ver ilustração, título “Marouš Václav – fuga para o exterior”) sobre esse agente, indica-se que ele se dedicava a atividades de contato no Comitê Olímpico Mexicano e em uma escola de tradutores.

O agente “Vitor” — Gustavo Iruegas Evaristo, diplomata mexicano e até mesmo ministro — foi um espião que trabalhou entre 1964 e 1974 para a inteligência tchecoslovaca e, a partir do início da década de 70, prestou serviços à inteligência cubana. No que diz respeito ao seu trabalho para a I. Direção da StB, tratava-se de uma colaboração (bem) remunerada, embora sua motivação fosse de caráter ideológico.

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